Capítulo 03 — Ritmos
Reggae
70s
Do ska e do rocksteady, a Jamaica destilou o reggae — aquele acento no contratempo, aquele baixo que caminha como pensamento profundo. Mas o reggae nunca foi só ritmo: foi espiritualidade rastafári, denúncia social e uma utopia cantada. Bob Marley o transformou em fenômeno global sem diluir a mensagem, e no estúdio Lee Perry inventou o dub, décadas à frente de toda a música eletrônica. Poucas vezes um país tão pequeno exportou uma ideia tão grande.
Expoentes-chave
Bob Marley & The Wailers
1973–1980
O rosto global do reggae: mensagem rastafári e melodias que deram a volta ao planeta.
Toots & the Maytals
1968–1972
Deram nome ao gênero com 'Do the Reggay' e uma voz de puro fogo soul.
Lee "Scratch" Perry
1973–1976
Gênio excêntrico do estúdio: inventou o dub e reescreveu as regras da produção.
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80s
reggae
Os Paralamas do Sucesso
Voltar a cantar
Uma das melhores bandas de rock que a América Latina já deu, e a história de um homem que perdeu a mulher, o uso das pernas e parte da memória num segundo, e voltou a compor assim mesmo.

90s
reggae
Skank
A alegria bem-feita
Há uma ideia boba que convém desmontar: a de que música alegre é música menor. Quatro caras de Belo Horizonte fizeram a trilha dos verões, dos amores e do futebol de uma geração inteira.

90s
reggae
Los Pericos
O reggae já estava ali
Repete-se que levaram o reggae à Argentina. Já tocava lá seis anos antes, e quem tocava era Luca Prodan. O que eles fizeram foi outra coisa, com mérito próprio: torná-lo popular.
