Rebobinados

A memória viva da música, década por década.

Capítulo 03 — Ritmos

Psicodelia

60s

Entre 1965 e 1969 o rock decidiu que a realidade era negociável. A psicodelia nasceu em San Francisco e Londres quase ao mesmo tempo: guitarras que soavam como cítaras, estúdios de gravação usados como instrumentos e canções que duravam o quanto precisassem durar. O Verão do Amor de 1967 foi seu momento de glória, mas sua verdadeira revolução foi técnica e estética: ensinou ao rock que o estúdio podia ser um laboratório. Sustentamos uma posição clara: a psicodelia foi o grande salto imaginativo da música popular. Sem 'Sgt. Pepper's', sem os Doors, sem o Pink Floyd de Syd Barrett, o rock ainda seria música para dançar. Foi aqui que ele também se tornou música para pensar, para viajar e para se perder.

Expoentes-chave

The Doors

1965–1973

Jim Morrison e companhia transformaram o rock em teatro xamânico: poesia sombria sobre órgãos hipnóticos.

Jefferson Airplane

1965–1972

A voz de Grace Slick em 'White Rabbit' definiu o som de San Francisco e do Verão do Amor.

Grateful Dead

1965–1995

Trinta anos de improvisação infinita: a banda que transformou o show em um ritual comunitário.

13th Floor Elevators

1965–1969

Os pioneiros do Texas que cunharam o termo 'rock psicodélico' antes de todos, com Roky Erickson à frente.

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